A ideia de que o paciente precisa ficar “de molho” para poupar energia já caiu por terra.
Hoje, sabemos que o sedentarismo prolongado é um dos maiores inimigos da recuperação, pois contribui para a perda de massa muscular, aumento da fadiga e impacto negativo no humor.
Na medicina atual, a atividade física não é um “extra”, mas é parte integrante do seu tratamento. Um estudo recentemente publicado no The New England Journal of Medicine demonstrou que a prática regular de exercícios físicos após o tratamento do câncer colorretal esteve associada a uma redução do risco de recorrência da doença e a melhores desfechos de sobrevida.
Neste ensaio clínico realizado entre 2009 e 2024, 889 pacientes foram acompanhados, divididos entre um grupo que realizava exercícios e outro que recebeu apenas orientações educativas. Os resultados surpreendem ao mostrar que a sobrevida livre de doença foi significativamente maior no grupo de exercícios do que no outro.
Quando realizada de forma orientada, a atividade física funciona como uma importante aliada do tratamento oncológico, ajudando a:
- Combater a Fadiga Oncológica: aquele cansaço extremo que muitos sentem durante a quimioterapia pode ser aliviado pelo movimento. O exercício melhora a circulação e a oxigenação dos tecidos, devolvendo a energia que o tratamento consome.
- Preservar a Massa Muscular: a manutenção do músculo é vital para que o corpo suporte as doses das medicações e se recupere melhor após cada ciclo.
- Melhorar a Capacidade Funcional: pacientes fisicamente ativos costumam apresentar melhor condicionamento físico, maior tolerância aos tratamentos e recuperação mais rápida.
- Bem-estar Psicológico: a liberação de endorfinas durante o exercício é um poderoso antídoto contra a ansiedade e a depressão, ajudando a manter o foco e o equilíbrio emocional.
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Como praticar atividade física com segurança durante tratamento para câncer?
A palavra de ordem aqui é adaptação. Você não precisa treinar para uma maratona, mas deve buscar manter seu corpo em movimento.
Antes de começar, é indispensável alinhar a intensidade da atividade com a sua equipe médica, especialmente se houver quadros de anemia, alterações nas plaquetas ou problemas ósseos. Além disso, comece devagar, com caminhadas leves, alongamentos guiados ou yoga adaptado, que são excelentes pontos de partida.
Também respeite os dias de “baixo”. Nos dias de maior toxicidade ou fadiga, o seu corpo pode precisar de descanso. O segredo é a consistência, não a intensidade desenfreada. Se sentir tontura, falta de ar excessiva ou dor incomum, pare imediatamente e comunique seu médico.
Se você está em tratamento, o seu objetivo agora não é “performance”, mas sim resistência e qualidade de vida. O movimento ajuda a mostrar ao seu corpo e à sua mente que você está no comando da sua jornada.
O exercício físico não precisa ser intenso para trazer benefícios. Pequenos movimentos, realizados de forma regular e segura, podem fazer uma grande diferença na sua qualidade de vida durante o tratamento.
Oncologista Caxias do Sul
O exercício físico é uma das estratégias mais importantes para manter a saúde e a qualidade de vida durante o tratamento do câncer. Ele é uma prova de que, mesmo diante de um diagnóstico, você ainda pode cuidar de si mesmo e preservar sua autonomia.
Não deixe que o medo de se machucar ou de “gastar energia” impeça você de sentir os benefícios de um corpo ativo. Se você busca um acompanhamento em Caxias do Sul que priorize não apenas o tratamento da doença, mas também a manutenção da sua qualidade de vida e bem-estar ao longo da jornada, estou à disposição para conversarmos.
Sou médica oncologista com formação pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e possuo Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Minha prática é pautada em evidências científicas sólidas e em um cuidado humanizado, permitindo oferecer tratamentos atualizados, individualizados e centrados nas necessidades de cada paciente.



